25 de mai. de 2007

Sampa, 08/12/00


Minha mãe mandou eu ir passar roupa logo que acordei, aff... Detesto trabalhos domésticos, vou trabalhar muito pra ter empregada. Mesmo eu dizendo isso pra minha mãe ela insiste, diz que eu tenho que saber fazer pra poder mandar fazer. Será que isso é verdade?

Fui jogar no computador, mas logo a Stela chegou, veio devolver meu caderno onde meus amigos deixaram recados pra mim. Acho que não contei. Hoje a noite estou indo pra Itanhandu. Passar as férias, aliás, vamos nos mudar pra lá. Fiquei sabendo disso hoje no café da manhã. Estou feliz, afinal não vou precisar ver mais muitas pessoas que eu não gosto.

Itanhandu é uma cidadezinha no sul de Minas Gerais, tem cerca de 18 mil habitantes. Gosto de lá. É a cidade natal de minha mãe e onde os meus pais se conheceram. Nasci numa cidade a 10 minutos de carro dali: Passa Quatro. Minha avó mora lá, vamos morar na casa antiga dela. É uma casa enorme. Minha mãe me disse que vou ter um quarto só meu. E que ela vai me dar um cachorro! Nunca tive um cachorro. Tenho uma tartaruga, a Alface. E já tive peixes. Mas eles são muito sem graça. Não se pode levar um peixe pra passear ou ensinar truques a uma tartaruga!

Fiquei com uma dor no peito de ter que ir embora de São Paulo.

Embalei todas as minhas coisas, meu pai falou pra eu levar apenas o necessário, e colocar o resto em caixas de papelão, pois a mudança vai só no começo do ano que vem. Mas eu não sei fazer mala pequena! Preciso de tantas coisas! Como vou ficar sem minhas canetas e lápis de cores? Não dá!

Chegando lá eu escrevo mais. Agora minha mãe já tá berrando de novo comigo!

Beijos...

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